
Vestidos de preto, estudantes do curso de Fisioterapia se reuniram hoje, 30, na Praça Getúlio Vargas, para uma mobilização contra a aprovação do projeto de Lei que visa regulamentar o exercício da medicina, conhecido como Ato Médico. Liderados pela coordenadora de Fisioterapia, Rayne Torres, e pela professora Francisca Maracajá, o grupo de estudantes concentrou-se no centro de Patos para chamar atenção para as polêmicas que envolvem o Ato Médico. Segundo a professora Francisca Maracajá, a aprovação do Ato Médico afetará as atividades de 13 profissões. ?Nós queremos resguardar a autonomia dessas profissões?, afirmou a professora. E acrescentou. ?Nós fisioterapeutas queremos ser responsáveis pelo diagnóstico funcional que avalia a capacidade do paciente de realizar movimentos e articulações?. Com o Ato Médico, o trabalho dos profissionais da odontologia, assistência social, biologia, biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, educação física, psicologia, terapia ocupacional, técnico e tecnólogo de radiologia passa a depender diretamente da medicina. Além disso, o projeto de Lei garante que cargos de coordenação e chefia de órgãos relacionados à saúde só poderão ser exercidos por médicos. ?A aprovação do Ato Médico representa uma perda muito grande para nós, profissionais de saúde?, disse Francisca Maracajá. A mobilização de hoje em Patos tem caráter nacional. Em várias outras cidades do país, profissionais de saúde fazem manifestações a fim de levantar discussões sobre as consequências da aprovação definitiva do Ato Médico. Também em Brasília, cerca de 10 mil profissionais de diversas categorias ocuparam a Esplanada dos Ministérios reivindicando mudanças no texto original do projeto de Lei. O Ato Médico foi aprovado no dia 8 de fevereiro deste ano pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. A lei ainda precisa passar pelas comissões de Educação (CE) e de Assuntos Sociais (CAS) antes de ser encaminhada ao Plenário.
ASCOM FIP