O mundo é dividido em várias placas, conhecidas como placas tectônicas. Essas placas mexem-se sobre o magma no interior da Terra. Estas movimentações fazem com que as placas acabem se chocando. Esses choques são os causadores de terremotos e tremores de terra. Um dos lugares com maior atividade tectônica no mundo, o Oceano Pacífico, possui ao seu redor uma região conhecida como círculo de fogo. Este é o local onde ocorrem mais terremotos e vulcões em todo o mundo. Inicia-se no sul do Chile, percorre todo seu litoral, sobe até a América Central, onde envolve o Caribe, passa pelo litoral do Pacífico do México, Califórnia, vai até o Alasca, e chega até as Filipinas. Também conhecida como anel de fogo, essa região em forma de ferradura, está em constante movimento e possui 75% de todos os vulcões ativos no mundo.
Na figura acima as setas indicam uma situação teórica indicando o sentido de deslocamento de parte das águas quentes no Oceano Pacífico
Dessa forma, quando a atividade vulcânica no fundo do Pacífico está intensa, algumas correntes marítimas se incumbem de transportar águas quentes para a região central (equatorial) do referido oceano, onde originam o fenômeno El Niño, que produz alterações em larga escala no clima mundial, provocando excesso de chuvas no sul e escassez e irregularidade das precipitações no norte e nordeste do Brasil.
Em anos em que a atividade vulcânica diminui em alguns episódios, as águas frias oriundas da Antártida migram em direção ao Pacífico Central originando o fenômeno La Niña, que tem efeitos climáticos contrários ao El Niño.
A condição de normalidade na temperatura das águas do Pacífico Central ocorre quando há pouca atividade vulcânica, e também fluxo pouco significativo de águas frias da Antártida para a região central do Pacífico, neste caso, o clima em escala global se comporta dentro dos padrões normais, com temperaturas e principalmente chuvas ocorrendo em torno da média.
Quanto aos terremotos, ocorrem cerca de milhões todos os dias, porém, a maior parte não chega a 1º na escala Richter, sendo totalmente imperceptível aos sentidos humano e insignificante para os sismólogos.
Rodrigo Cézar Limeira