O Cabo da Polícia Militar do 3° BPM, José Jorlânio Nunes, vai a júri popular nesta terça-feira (28), no Fórum Miguel Sátyro, com início previsto para às 8h presidido pelo juiz Drº Ramonilson Alves.
O Militar é acusado de assassinar quatro homossexuais e de uma tentativa de homicídio entre os anos de 2010 e 2011 em Patos. Jorlânio garantiu que desde que foi preso, no dia 9 de Fevereiro do ano passado, que reuniu provas que comprovam sua inocência.
Ele revelou que levantou documentos e conseguiu várias testemunhas a favor dele. Já advogado que o Cabo constituiu, Capitão Carlos, disse que a expectativa é muito boa porque considera seu cliente inocente. ?Tenho meu constituinte como inocente, e as provas lançadas nos autos durante o período da construção todas elas são em favor do Cabo Jorlânio?, disse.
Jorlânio explicou que foi muito prejudicado durante dez meses.
?Tive muitas complicações, a começar pelos advogados que contratei no início. Eles não tomavam providências; passei mais de dez meses aqui sem defesa alguma, mas depois que o Capitão Carlos entrou no processo, ai começou a dá andamento. O processo está andando com eficácia no momento?, explicou.
As possíveis vítimas de José Jorlânio foram: Deleon Silva Cirilo, homicídio ocorrido entre os dias 14 e 15 de Agosto de 2010; Sivanildo de Morais Araújo (Dida), em 04 de Outubro de 2010; José de Arimatéia da Silva (Carol), em 16 de Outubro de 2011 e José Adailson Marques da Nóbrega (Big-Big), em 08 de Dezembro de 2011, além da tentativa de homicídio contra o homossexual, Edmilson dos Santos Nunes, ocorrido no dia 01 de setembro de 2011.
O Cabo está detido no quartel do 3° BPM desde que foi preso durante a operação que foi denominada 'Carcará'.
Acilene Candeia com informações de Airton Alves