Inaugurado em 19 de novembro de 1953, o Mercado Público Municipal é uma das construções mais características da história de Patos.
O Mercado Central, como é mais conhecido, influi diretamente em aspectos econômicos, sociais e culturais da realidade patoense, mantendo suas origens sempre vivas.
Mesmo com toda modernidade em que vivemos, produtos de artesanato são comercializados diariamente, garantindo a manutenção de dezenas de famílias que possuem comércio no local.
O comerciante Siloé de Medeiros, que já está no Mercado há 50 anos, garante que mesmo depois de tanto tempo seus produtos ainda são bastante procurados. "Cheguei aqui em 1961, e desde então venho comercializando quase os mesmos produtos feitos de couro, e ainda bastante procurados pela clientela a exemplo de cangaias, chapéus de couro, chinela rasteira, entre outros", afirmou Siloé.
Na gastronomia não é diferente. Queijo de coalho, rapadura, manteiga da terra, e várias especialidades da região podem ser encontradas facilmente no mercado.
Nos restaurantes, a cultura nordestina é mantida. Dona Maria do Bode como é bastante conhecida, é proprietária de um restaurante dentro do Mercado Central e garante que os pratos regionais são os mais consumidos: "O carro chefe aqui é a carne de bode, mas as pessoas procuram muito a galinha de capoeira, o arroz de leite e o arrubacão", relatou.
Além da população patoense, o Mercado Público atrai feirantes de várias cidades da região, como é o caso da estudante Thalia Lima da cidade de Teixeira: "Aqui as coisas são bem mais baratas e em maior variedade do que na minha cidade. Além disso, ainda consigo um bom desconto no final da compra", afirma a estudante.
Além de manter suas origens folclóricas, o Mercado Público é uma ótima alternativa para quem busca lugar no mercado de trabalho como profissional autônomo.
Luanja Dantas/MaisPatos.com