
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) irá julgar hoje o pedido de liminar requerendo a ilegalidade da greve dos professores e servidores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), iniciada em 21 de fevereiro. O relator, desembargador Leandro dos Santos, irá levar a solicitação para ser apreciada pelo Pleno do TJ. Na tarde de ontem, o comando de greve se reuniu com a secretária de Finanças do Estado, Aracilba Rocha, o deputado estadual Hervázio Bezerra, e técnicos da reitoria, para tentar chegar a um entendimento. Mas não houve avanço. Hoje, já são 63 dias de greve.
O único ponto de consenso na reunião de ontem foi um agendamento de mais um encontro para hoje, dos comandos com o reitor Rangel Júnior. ?Nós vamos sentar com ele e com técnicos da UEPB para que os cálculos sejam refeitos e o reitor possa analisar a repercussão de um reajuste de 5,83%, referente à inflação do período, apresentada pelo comando na última segunda-feira. Após essa reunião, levaremos os resultados para a assembleia geral?, declarou Nelson Júnior, do comando de greve.
A assembleia, que estava marcada para a manhã de hoje, só irá acontecer à tarde. ?Caso não haja nenhum entendimento, nós já decidimos que, a partir da próxima semana, só sentaremos para negociar com a presença do governador Ricardo Coutinho, porque já não faz mais sentido ele ausente. O governador enviou o orçamento da UEPB para a Assembleia Legislativa, e nele, há uma emenda de R$ 10 milhões, porém, nas negociações, a reitoria não está incluindo esse montante para efetuar os cálculos de um possível reajuste?, acrescentou Nelson Júnior.
O reitor Rangel Júnior não participou da reunião na Secretaria de Finanças, na Capital. No entanto que continua aberto à negociação, mas que a UEPB não tem condições de dar reajuste de 5,83%, solicitado pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba. ?Pelo orçamento que dispomos, a proposta não é viável, não cabe nas nossas finanças, mas vamos sentar com o nosso pessoal e fazer cálculos. Eu me comprometi, e vou cumprir?, disse.
À noite, a reportagem ligou para a secretária Aracilba Rocha, mas ela disse que não podia dar declarações porque foi apenas intermediadora das negociações entre a Reitoria e o comando de greve. A equipe ligou ainda para a secretária de Comunicação do Estado, Estelizabel Bezerra, mas foi informada que ela tinha viajado.
Correio da Paraíba