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Energisa obriga consumidor a conviver com fio indesejado dentro de casa em Patos

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
17/04/2013 às 21h18
Energisa obriga consumidor a conviver com fio indesejado dentro de casa em Patos
Os casos de abuso do poder econômico por parte da Energisa, empresa que detém o monopólio da distribuição de energia elétrica no Estado da Paraíba a cada dia causam mais surpresas entre os consumidores. O episódio que foi levado à justiça pelo estofador Gean Xavier Ribeiro, casado, pai de dois filhos e residente na Rua Manoel Cabral, Bairro Jatobá, em Patos, demonstra bem como a Energisa tem tratado os seus consumidores.

A história inusitada tem seu primeiro capítulo há cerca de um ano quando o transformador da Energisa deu um problema e precisou ser trocado. Gean pediu para a Energisa afastar os fios e o transformador de sua casa, mas não foi atendido pela empresa que não respeitou os limites mínimos estabelecidos pelas normas técnicas e ainda colocou o transformador virado para a residência com parte dos fios passando sobre a casa do trabalhador.

O segundo capítulo da história da Energisa com o consumidor em questão teve seu ápice no início de 2013. Morando em um local apertado e em condições difíceis, Gean juntou esforços com sua família e decidiu construir sua casa sobre a pequena oficina onde o mesmo conserta móveis estofados. Ao buscar a Energisa para retirar os fios sobre seu telhado, Gean foi informado, após vistoria da empresa, que isso lhe custaria mais de R$ 3.500,00. Indignado, Gean decidiu construir sua casa e usar a criatividade nada cômoda para conviver com o objeto indesejado, nesse caso um fio de energia, passando dentro de sua pequena casa.

Egione Oliveira, esposa de Gean, e que convive com os afazeres domésticos e com a criação dos filhos, disse que tem preocupação com o transformador em sua porta e com os fios tão próximos de sua casa, pois teme pela segurança dos seus dois filhos, um de 4 anos e outro de 14.

A solução encontrada pela família foi acionar a justiça para que o caso do fio indesejado seja resolvido e para que o transformador seja, pelo menos, virado para o lado da rua. A decisão agora está nas mãos do poder judiciário.

 

Fonte:Patosonline.com

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