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Genival Júnior: Homofobia x Cristofobia

Por: Redação
15/03/2013 às 08h57
Não tenho preconceito algum nem dificuldade de convivência com homossexuais, pois tenho amizade com alguns deles, e os tenho como pessoas normais, e que assumem a sua preferência. No entanto, vejo uma série de inverdades sendo publicadas e praticadas entre grupos LGBT e religiosos, que estão levando para um extremo bastante perigoso.

Por definição, homofobia significa preconceito, aversão, raiva, rancor, sentimentos contra a opinião, contra homossexuais. A definição serve de base para o PL 122, que está em pauta para votacão e pode ser configurado como crime, equivalente ao de racismo.

Em outra definição podemos entender como uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a lésbicas, gays, bissexuais e, em alguns casos, contra transgêneros e pessoas intersexuais. As definições referem-se variavelmente a antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional, observada como um comportamento crítico, hostil, e discriminatório.

-No livro de Romanos, capítulo 1, versículos 26 e 27, a Bíblia firma: ?26 Por causa disso, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza.

-27 Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão?.

Segundo a Constituição Federal Brasileira, em seu Artigo 226, parágrafo 3º, é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Está sendo a constituição brasileira também homofóbica?

O entendimento das igrejas cristãs de que a prática homossexual é pecado, parte dos ensinamentos contidos nas escrituras sagradas, no sentido de que Deus constituiu a família para crescer e multiplicar na relação homem e mulher, e coube ao ser humano se desvirtuar desse princípio.

Recentemente, tem acontecido uma série de confrontos ideológicos de grupos LGBT contra grupos religiosos, sobretudo católicos e evangélicos, gerando vários tipos de violência: verbal, física, entre outros tipos de falta de respeito.
Entendo que o cidadão religioso ou não e o homossexual, precisam ter o seu direito respeitado de poder realizar suas atividades, trabalhar, transitar livremente, opinar, e reivindicar direitos que lhe são conferidos na qualificação de cidadãos que pagam seus tributos igualmente, e que não podem ter reprimidos o seu direito de pensar e manifestar opiniões, doa a quem doer.

Porém, não podemos confundir divergência de ensinamentos ou crenças com preconceito, uma vez que as igrejas tem sua fé baseada em práticas milenares e que já divergiam da praticidade homossexual que também não é de hoje.

Porque podemos dizer que roubar é pecado e não podemos dizer que a relação homem com homem e mulher com mulher também é pecado?. Os mais céticos podem pedir as provas, mas em resposta, apenas digo que creio assim por que as escrituras ensinam assim, e é um direito meu, do mesmo modo que é um direito deles não acreditarem.

Por que podemos discordar do adultério, a chamada traição entre casal homem e mulher, e não podemos entender que a relação entre pessoas do mesmo sexo fere a santidade de Deus, como ensina a Bíblia?

Não estou aqui classificando o pecado, até por que, não existe pecadinho e pecadão, mas é bom deixar claro que da mesma forma que podemos divergir do prefeito, do governador, do juiz, ou da presidente da república, podemos divergir também dos homossexuais, que não podem ser colocados numa redoma de vidro como se intocáveis fossem, até por que eles não precisam disso para serem respeitados.

As igrejas, que juntas somam 86% da população brasileira, creêm do jeito que estão pregando em seus ensinos desde que foram formadas, e não vão mudar para agradar a ninguém.

Preconceito não é você ter opiniões diferentes, pois ninguém está obrigado a pensar igual ao seu colega, nem mesmo na marra. Não podemos tolerar portanto, a indiferença nas relações humanas e agredir de modo verbal ou físico o seu semelhante, salientando que existem formas de posicionamento contrário sem a necessidade de ações ou palavras agressivas. Alguém já ouviu falar numa explicação denominada habilidade com as palavras?

Recentemente vi grupos religiosos de católicos serem agredidos por defensores da causa LGBT em Curitiba, e uma igreja evangélica ser inavadida durante um culto, na cidade de Franca-SP, causando tumulto, com uso de palavras de baixo calão. Que nome se dá a isso?

A palavra de Deus nos ensina a amar a todos, e até mesmo a quem nos aborrece. Porém, amar não significa passar a mão na cabeça e se omitir de um esclarecimento público que precisa ser proclamado as nações do mundo, até por que, estaríamos pecando pela omissão.

O que não podemos nós admitir, é que deixemos de ter um debate consciente e esclarecedor no campo das ideias na própria mídia, para evitar acusações de parte a parte, cometendo um pecado duplo, que é a rejeição entre os grupos.

Não concordo com nenhum tipo de discriminação, e defendo uma convivência pacífica entre os dois grupos, para que os homossexuais respeitem o posicionamento das igrejas em não aceitar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, e as igrejas respeitem os grupos homossexuais em relação as suas manifestações públicas, desde que de modo pacífico.

O que não podemos é alimentar a prática da HOMOFOBIA, que por conseguinte tem gerado o mesmo tipo de rejeição para os denominados grupos cristãos, defensores do homem que é detentor da maior história de todos os tempos, ?Jesus Cristo?. Isso redundaria numa prática discriminatória dos grupos LGBTs, a qual eu denomino de CRISTOFOBIA.

Genival Júnior
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