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Professores da UEPB entram em greve por tempo indeterminado

Por: Redação Fonte: Raniery Soares
27/02/2013 às 06h29
Professores da UEPB entram em greve por tempo indeterminado

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, na manhã de ontem, durante uma assembleia realizada no Campus I, bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Os docentes exigem a reposição salarial e melhores condições de trabalho. Os estudantes são contra a decisão e se dizem prejudicados com a suspensão das aulas. Muitos alunos protestaram durante a assembleia.

As aulas da UEPB, que foram iniciadas no dia 18 deste mês, mal puderam começar e já foram paralisadas. Primeiro foram suspensos os serviços técnicos por quase 600 profissionais concursados e depois uma paralisação de 72 horas dos docentes da universidade deixaram os mais de 20 mil estudantes apreensivos até a data de ontem, quando foi deflagrada a greve da categoria. Cerca de 1.300 professores, em todos os campi, cruzaram os braços em protesto, relacionado especialmente à exigência de reajuste salarial de 17,7%.

Conforme o presidente da Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb), José Cristóvão Andrade, a greve foi a posição da maioria participante durante a assembleia, consequência da falta de diálogo entre os professores e a reitoria da Universidade.

?Além da questão salarial, defendemos outras propostas, como uma política estudantil mais justa, condições dignas de trabalho e respeito à autonomia da UEPB?, disse.

Ele informou que a categoria aguarda uma posição da reitoria e um convite para uma reunião, com o intuito de resolver o impasse.

?Enquanto isso não acontecer e se as reivindicações não forem atendidas, continuaremos em greve por tempo indeterminado. Não queremos prejudicar os alunos e entendemos a posição deles, mas, por enquanto, não haverá aula em nenhum dos campi da Instituição?, afirmou.

Para o coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Alberto Alves, a decisão dos professores trará um grande prejuízo aos universitários, que se posicionaram contra as paralisações. ?Em nenhum momento as categorias solicitaram uma observação dos estudantes antes de deflagrarem a greve. Nós acreditamos que a luta deve ser pela UEPB e não apenas pelo interesse salarial. Dessa forma, vamos pedir uma audiência com o reitor da Universidade e o governador da Paraíba?, declarou. O reitor da UEPB, Rangel Júnior, informou que não se pronunciará até que receba um comunicado oficial dos docentes.

Jornal da Paraíba

 

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