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Tragédia na Bolívia: dias de impunidade e dor!

Por: Redação
26/02/2013 às 23h35
É triste, lastimável e desprezível o modo com que as autoridades brasileiras tratam determinados assuntos sérios e de repercussão mundial.

O caso do jovem boliviano, Kevin Espada, de 14 anos de idade, que teve sua vida ceifada por um sinalizador disparado por outro menor brasileiro durante um jogo de futebol, vem causando os mais diversos sentimentos na população mundial.

Inesperado e traumático, a tragédia ocorreu durante uma partida entre San José e Corinthians, válida pela Copa Libertadores da América, na Bolívia.

O menor brasileiro acusado pela tragédia, de 17 anos de idade, se apresentou nessa segunda-feira, 25, à Justiça brasileira da cidade de Guarulhos-SP, acompanhado de um advogado da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.

Para aumentar ainda mais o sentimento de revolta dos bolivianos, após o depoimento do menor, que confessou ser o autor do disparo do sinalizador, o mesmo simplesmente saiu da Vara da Infância e Juventude num carro particular ao lado de um advogado, sem sofrer qualquer tipo de punição.

Frágil, arcaico e falho, o Estatudo da Criança e do Adolescente, o famoso ECA, do nosso querido Brasil, faz com que casos como o do jovem boliviano fiquem impunes, uma vez que beneficia menores infratores, que se aproveitam das regalias demasiadas do estatudo para executar suas mazelas.

O que está em questão, caríssimos leitores, é que a vida de um menor de apenas 14 anos foi ceifada por outro menor. Sonhos, esperanças, conquistas... tudo se acabou durante uma simples partida de futebol.

Enquanto o menor brasileiro corre o risco de não ser punido (como ocorre frequentemente no Brasil), outros doze acusados de cumplicidade estão presos na Bolívia. A pergunta: como ficará a situação desses brasileiros? Afinal, não foram eles quem dispararam o sinalizador.

Sem querer ser parcial, façamos uma análise sobre o disparo do sinalizador. Sinalizadores do tipo que foi disparado pelo brasileiro são usados pela marinha com o intuito de sinalizar algum ponto durante uma navegação. É sabido que o sinalizador deve ser disparado para cima e não para frente, como foi o caso, uma vez que o menor que foi atingido estava numa arquibancada a cerca de 40 metros de distância do brasileiro. Sendo assim, o menor que disparou o sinalizador foi, no mínimo, inconsequente, pois, deveria ter lido o manual de instruções do artefato e se o fez, foi irresponsável!

Diante de tudo o que aconteceu, nos indagamos: o Kevin perdeu a vida... quantos mais a perderão para que o ECA seja reformulado?

Tal tragédia chocou o mundo do esporte e dificilmente a justiça boliviana irá acatar o simples depoimento do brasileiro e impunidade.

Solidarizamos-nos com a família do jovem boliviano, bem como de todos os que lutam para que a Justiça seja feita e que o caso não caia no esquecimento, sendo engavetado num dos arquivos dos tribunais!

Brasil, um país onde a impunidade reina.

#LutoKevinEspada

Por hoje é só;

Até a próxima!

Bruno de Lima*

*É redator de jornalismo, assessor de imprensa, acadêmico do curso de Direito na Faculdade São Francisco da Paraíba. Técnico em informática Microsoft (Master Instructor/Office Specialist): 2493713, formação em Ti pela Fundação Getúlio Vargas, RJ e Intel.

@brunodelima07
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