O clima ficou bastante pesado na abertura dos trabalhos da Câmara Juvenal Lúcio de Sousa, na noite desta quinta-feira, (21), em Patos.
Estiveram presentes na solenidade, além dos 13 vereadores eleitos, a Prefeita Francisca Motta, o novo bispo da Diocese Dom Eraldo Bispo, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley, representantes da OAB, Corpo de Bombeiros e 3º Batalhão de Polícia Militar e dezenas de pessoas que foram prestigiar a 16ª legislatura patoense.
Como manda o protocolo, a Prefeita Francisca Motta iniciou a abertura dos trabalhos, dando boas vindas aos presentes e apresentando seu plano de governo.
Logo em seguida, o vereador Jefferson Melquíades solicitou da Presidente da Casa, Nadigerlane Rodrigues, o uso da tribuna, que segundo ele, seria apenas para deixar uma mensagem de boas-vindas aos colegas. O pedido foi negado e deixou o vereador bastante decepcionado, fazendo várias críticas a postura da Presidente. O vereador Marcos Eduardo também protestou a negação de Nadir e saiu em defesa do colega, iniciando assim uma calorosa discussão.

Marcos Eduardo chegou a dizer que a mesma autoridade que a Presidente da Casa tinha, os demais parlamentares também tinha e acusou Nadir de perseguição, onde de acordo com ele, aconteceram várias reuniões e alguns dos vereadores não foram sequer informados.
Bastante exaltado, o vereador continuou criticando duramente a mesa diretora e a vereadora Nadigerlane pediu que fosse cortado o microfone do parlamentar, que mesmo assim continuou gritando. Mesmo com o vereador ainda falando, a Presidente encerrou a sessão.
A presidente da Casa Juvenal Lúcio de Sousa, Nadigerlane, disse ter ficado triste com a atitude do vereador Marcos Eduardo mas que não julgaria tão ato: ?Não cabe a mim julgar o comportamento individual de um determinado vereador. Ele foi eleito pelo povo, que o povo julgue o que ocorreu aqui?,
Em entrevista ao maispatos.com, a Prefeita Francisca Motta disse que tal situação ocorrida naquela casa era bastante natural: ?Sessão de assembleia sempre é assim. Um vereador quer falar, outro não pode, enfim. Eu vi isso em todo o meu tempo de deputada, não existe nenhuma anormalidade. Isso aconteceu hoje e irá certamente acontecer outras vezes?, ponderou.
Estreante na Casa, a vereadora Isis Carla,(foto), também lamentou o ocorrido: ?Não esperávamos que isso acontecesse. Infelizmente o vereador Marcos Eduardo se alterou e não entendeu que se trata realmente se uma sessão ordinária, onde apenas a Prefeita é quem discursa. Mas nosso foco aqui é o trabalho, vamos fiscalizar com coerência e trabalhar em benefício da população?, disse.

O vereador Jefferson Melquiades disse não compreender a atitude da mesa diretora e acusou a mesma de censura: ?Foi uma grande falta de respeito com todos nos vereadores. Queríamos apenas desejar boas vindas e estou precisando agora usar a imprensa para algo tão simples que poderia ter sido dito na tribuna. É desnecessária essa censura da palavra, o corte da palavra do colega. Vamos conviver aqui durante quatro anos e se houver desunião não haverá bons resultados?, desabafou.

Marcos Eduardo também criticou a postura da Presidente e garantiu que uma ditatura estaria acontecendo a Câmara: ?Já iniciamos os trabalhos de forma negativa pela pessoa que está dirigindo essa casa. Quem foi eleito com cara nova já está se rendendo ao poder executivo. Os vereadores tem que ser pelo povo e não pelo poder executivo?, disse o vereador.
O vereador Sales Júnior disse que tal situação foi desnecessária e não custava nada a Presidente ter ofertado a palavra ao colega: ?Quero pedir desculpas ao povo de Patos. O vereador queria apenas transmitir uma palavra de otimismo, representando todo poder legislativo a todos. Já começa com uma ditadura, uma ante democracia e dessa forma fica complicado de trabalharmos?, avaliou.

A presidente da Casa Juvenal Lúcio de Sousa, Nadigerlane, disse ter ficado triste com a atitude do vereador Marcos Eduardo mas que não julgaria tão ato: ?Não cabe a mim julgar o comportamento individual de um determinado vereador. Ele foi eleito pelo povo, que o povo julgue o que ocorreu aqui?,
E em um clima bastante tenso e caloroso foi encerrada a primeira sessão da Câmara Municipal de Patos. Resta saber se um local favorável ao debate e feito para representar e defender os interesses do povo, será palco durante sua 16ª legislatura de grande embates e discussões de interesses individuais.
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