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Novo livro de Wandecy Medeiros já está nas bancas

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
13/02/2013 às 08h56
Novo livro de Wandecy Medeiros já está nas bancas
Wandecy Medeiros acaba de lançar o seu mais novo trabalho, ?Vós sois deuses, zé-povinho!?, um livro de crônicas e poesias com 66 páginas, e que já está nas bancas de revistas de Patos. No dia 20 de fevereiro o livro estará disponível também nas bancas de Campina Grande e João Pessoa.

Sem nunca fazer lançamentos dos seus trabalhos, Wandecy Medeiros segue publicando os seus livros regularmente em Patos. Com ?Vós sois deuses, zé-povinho? já são 15 obras publicadas. 

Não é só o título do livro que nos chama a atenção logo de cara, a capa também tem lá sua quota de ousadia, onde um cidadão comum aparece segurando um ?diabinho? pelo rabo e lhe pisando a cabeça, uma imagem simples, um desenho singelo do designer Alex Souto, mas carregada de simbologia.                                                                            

Wandecy Medeiros nos mostra nesse trabalho as duas faces de uma mesma moeda. Uma face séria, com reflexões sobre fatos e coisas; e uma face lúdica, uma vertente risonha que sempre marcou a sua produção, no entanto, mesmo com essa face risonha seus livros não deixam de causar alguma perturbação pela forma crua com que tudo é dito e analisado.

Isso fica perceptível na crônica ?Verdades espremidas?, onde ele diz que ?loucos que antes enxergavam deuses nas montanhas, profetas que encontravam Jesus Cristo nas esquinas, são coisas do passado, e hoje qualquer um desses iniciados é curado dessas ?visões místicas? com um remedinho vendido a dois reais na farmácia da esquina.?

Na poesia ?Visitando o túmulo de um amigo? Wandecy Medeiros atinge uma ironia extrema ao se dirigir a um falecido amigo, em seu túmulo, com palavras cruéis, dizendo que ?tem saudades dele, mas que tomou a viúva dele por amante?. Imagine como esse amigo se sentiu ?ouvindo? tal frase.

Wandecy Medeiros continua espontâneo em sua produção, um autor que prefere o discurso direto, a linguagem objetiva, porque não parece escrever para ser analisado, definido, mas meramente para ser lido.   
 

Assessoria
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