O desafio das novas administrações que tem seu início a partir de 2013, é muito mais do que apenas governar o município por um tempo teoricamente determinado em quatro anos.
Certamente muito mais que isso, mas o modo como governar será fundamental para ditar o ritmo e impactar de modo positivo ou negativo o conceito de gestores e gestoras.
Na realidade alguns tentarão empreender um governo de continuidade, procurando deixar a sua marca pessoal. Outros porém, terão que modificar panoramas e identificar problemas deixados pela transição apenas parcial ou em alguns casos inexistente, como acontece nos municípios onde o novo gestor pertence a um grupo adversário do gestor que termina o mandato.
Porém, as limitações orçamentárias em que passam os municípios, obrigarão os gestores a terem cautela, principalmente para poderem realizar obras estruturantes e melhorias na qualidade dos serviços já existentes, principalmente saúde, educação e Ação Social.
Sem projetos não virá dinheiro, pois este é um critério do governo federal. Por isso, precisamos ter ideias práticas e bem elaboradas nos municípios, para garantir poder de articulação junto ao Estado e a União, em busca de recursos complementares ao orçamento municipal.
Infelizmente porém, muitos municípios terão os gestores mais preocupados em resgatar os investimentos de campanha do que atender as demandas existentes na sua população, ou mesmo contratar prestadores em demasia, apenas para honrar compromissos de campanha e esgotar o orçamento com folha de pessoal. Abre o olho, Tribunal de Contas.
Mesmo assim, cabe a cobrança de qualquer cidadão, pois a partir de agora, se é prefeito ou prefeita de todos, e não só de quem depositou a confiança através do voto.
Por isso, olho neles, amigo e amiga internauta. Exerça sua cidadania. Quando menos se esperar, quatro anos passarão, e uma nova eleição chegará trazendo com ela, a oportunidade de mudança. Que tal um cartão vermelho para quem governar mal? Seja cidadão e pense nisso.
Genival Júnior