Tempo Do Meu Sofrimento
Oh meu Deus,
Como eu vivi pouco a vida,
Me perdi no tempo quando esperei,
Pela eterna menina,
A flor mais formosa que tanto sonhei.
Ah meus dias que deixei para trás,
Se eu pudesse voltar ao passado,
E concertar os erros que foram demais,
Para nunca ficar,
Na vida a esperar,
Pela mulher que não terei jamais.
Ah meus sonhos,
Perdidos pelas trilhas dessas estradas,
Por longas caminhadas,
Em grandes jornadas da rotina dura,
Escravo do amor em busca da ternura,
Em que sempre estive a árdua procura.
Ah minha idade,
Que corre veloz como o vento,
Tudo que eu lamento foi não alcançar,
Os sonhos de amor que muito busquei,
E tanto aspirei,
Sem nesta vida eu realizar.
Este é meu sofrimento,
É uma tortura uma aflição,
Ver meus desejos se desfazerem,
E eu assim morrer com a solidão.
O senhor é meu último amparo,
O rio que deságua profundas lágrimas,
E as grandes magoas que vi nascer,
Num pecado e numa dor,
Que surgiu de um amor,
Que não pude viver.
Poesia publicada no Panorama Literário Brasileiro - 2010 ?As melhores poesias de 2010? .
Obra produzida pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. www.camarabrasileira.com
Tempo do Meu Sofrimento
(Parte II)
Minha angustia persiste oh voraz solidão,
Meu peito entorpece lividamente,
A dor o corroe lentamente,
No crepúsculo da vida o amanhã sem salvação.
Os dias estão passando meu dolorido coração,
Desse tempo que é o teu maior inimigo,
Nas asas do amor que não encontraste abrigo,
E os anjos dos céus que não te deram as mãos.
Tuas noites são sempre frias,
Como o orvalho que se forma sob os lírios,
Nas madrugadas que vives em martírios,
Nos calafrios das tuas agonias.
Ah meu purificado coração,
A feroz dor que inunda o meu ser,
É nunca ter te dado uma fervorosa paixão,
Pra livrar-te do abandono que te faz perecer.
E de tanto sofrermos juntos,
Hoje estamos a sóis, eu e você,
Áridos, pois tuas lágrimas já secaram,
E nossos sonhos se eternizaram,
Num tempo de aflição que não fizemos merecer.
Poesia publicada na Antologia de Poesia e Prosa ?Amor e Paixão do Celeiro de Escritores em
2007. www.celeirodeescritores.com
Anjo De Deus
Anjo de Deus estou a tua procura,
E nas trilhas desertas derramando clamor,
Nas noites tão frias não alcanço calor,
Ante a solidão que a minha alma tortura.
Anjo de Deus me afaste do pecado,
De não ter provado o sabor do mel,
Do descaso profundo do ser não amado,
Num amor buscado com gosto de fel.
Anjo de Deus dê um novo sentido a minha vida,
Ajude-me a renascer em meio às magoas,
E esquecer as chagas em mim contidas,
Se vou padecendo em tantas lágrimas,
Me vejo a vida tão subtraída.
Anjo de Deus sou seu seguidor,
E quero sua luz para viver em paz,
Já que sou sozinho e não encontro um amor
Eu aqui estou condenado pela dor a sofrer demais.
Rodrigo Cézar Limeira/maispatos.com