Encerrada as eleições municipais de 2012, inicia-se agora o período de transição entre os que entregarão os resultados dos últimos quatro anos administrativos e aos que assumirão a partir de 2013 as responsabilidades de no mínimo cumprir com aquilo que ponderamos como básico em uma administração. Setores da esfera pública a exemplo da Saúde e Educação correspondem, sem dúvidas, as duas principais áreas que atendem diretamente as necessidades sociais.
Posterior a isto, aparecerão em cena outros campos como: Finanças, Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Meio Ambiente, entre outros espaços criados que muitas vezes nem conhecemos. É certo que nem tudo politicamente dito corresponde à prática, entretanto, é importante lembrarmos que entre a figura do eleitor para cidadão existe uma distancia considerável, longínquo aquilo que intuamos como prática em decorrência do exercício pleno da cidadania.
Fugindo deste ambiente dissimulado pelas responsabilidades, as eleições de 2012 não deixarão reflexos somente aos desafios que devem ser encarados pelos futuros administradores. De outro ângulo, presenciamos um dos processos eleitorais mais tranquilos dos últimos anos, porque não dizer, o mais tranquilo. Em registro, os grandes comícios aconteceram somente no percurso das últimas duas semanas do período eleitor al, antes disso, os eleitores tampouco se desacertaram sobre candidatos ou partidos. Em outras palavras, o altruísmo pareceu incomum diante o antes motivado espetáculo eleitoral.
Em tese, o estado ficou dividido partidariamente entre três influentes forças; a primeira liderada pelo PSB de Ricardo Coutinho, candidato natural à reeleição para o cargo de governador; a segunda pelo resistente PMDB que tem como carta para a próxima eleição o nome de Veneziano Vital numa busca de apagar o histórico de sucessivas derrotas do partido no estado nos últimos dez anos; e a terceira pelo Senador Cássio Cunha Lima, que mesmo não conseguindo atingir o número de prefeituras desejáveis com o PSDB, possui de uma liderança apreciável, sendo não descartado pelos seus fieis aliados como um nome forte para a disputa.
Por fim, a ponte para 2014 já começar a ser delineada, e a ressaca eleitoral já atingida, não influenciará nos resultados outrora alcançados, a não ser no desejo de seguir em frente. Resistirá àquele que conseguir ser mais forte.
Artigo publicado 06/11/2012