Por Genival Júnior exclusivo para o maispatos.com
Com problemas na Justiça, depois de ter duas candidaturas anuladas, (2008 e 2010), o ex-prefeito Dinaldo Wanderley sofre uma derrota inesperada para ele e muitos de seus aliados.
Primeiro que tudo, quero esclarecer aos amigos leitores que não tenho arestas políticas com ninguém em Patos, nem mesmo com o próprio Dinaldo, a quem respeito e recebo dele o mesmo respeito pela liderança que se constituiu em Patos, mas apenas uso a minha liberdade de expressão e opinião para analisar o factual e o probabilístico mundo da política.
Sendo assim, acredito que este ano chegaram a dizer ao ex-prefeito Dinaldo, que o revés era possível, mas creio que a possibilidade em momento algum foi levada a sério pelo ex-mandatário do executivo patoense, que não acreditava em um resultado diferente que não a vitória de Dinaldinho nas eleições.
Para mim, Dinaldo perdeu por duas vezes a possibilidade de fazer surgir um grande líder político em sua base, que seria o próprio Dinaldinho. Isso porque, acredito eu, que pela condição de inelegibilidade que resultou a sua candidatura em 2008, quando teve os votos anulados, o candidato já deveria ter sido Dinaldinho, pois mesmo com a derrota prevista, uma vez que teria pela frente o próprio prefeito Nabor, no cargo e candidato a reeleição, transformaria Dinaldinho do filho de Dinaldo, a um potencial candidato nas eleições vindouras.
A outra jogada fora foi à campanha política de 2010, quando pelos mesmos problemas jurídicos, Dinaldo ganhou, mas não levou, e perdeu a possibilidade de lançar Dinaldinho candidato a deputado estadual e elegê-lo para representar Patos e a Paraíba.
Com os votos obtidos por Dinaldo, ou até pouco menos, Dinaldinho seria eleito deputado em 2010, e em 2012, Patos teria a eleição do deputado Dinaldinho contra a deputada Francisca Motta, o que de pronto já estabelecia uma igualdade teórica na disputa, apesar das particularidades em termos de estrutura para cada uma das campanhas.
Curiosamente, um fato dessa natureza aconteceu em Sousa, quando os deputados Lindolfo Pires e André Gadelha enfrentaram-se e a eleição foi decidida por menos de 800 votos, ou 1,59% do eleitorado sousense. Já pensaram em um cenário assim em Patos nas eleições 2012?
Agora, não adianta mais chorar pelo leite derramado, pois o tempo de corrigir essa falha já se foi, e o desafio que tem Dinaldo pela frente é conquistar, mesmo sem mandato, espaço em nível regional para eleger um representante do grupo para a Assembleia Legislativa e tentar se fortalecer para 2016, na busca de um novo projeto sucessório em Patos.
Resta saber quem será o nome que possa ser a bola da vez. Quem será o candidato do grupo a deputado federal, por exemplo, para fazer frente ao deputado Hugo Motta em Patos e região. Ou quem será o candidato a deputado estadual apresentado por Dinaldo, uma vez que se for ele próprio, vai enfrentar os mesmos problemas jurídicos e seus votos poderão ser anulados pela terceira vez.
Para responder a essas perguntas, faz-se necessário aguardar as tendências políticas dos partidos, que estão começando a arrumar a casa para 2014. No entanto, é certo que se Dinaldinho sair candidato a deputado federal, terá pela frente uma missão muito mais difícil e praticamente suicida, pois além de ser um teórico segundo mais votado em Patos, não tem, hoje, base suficiente para ser eleito, uma vez que os votos de Patos e da região das Espinharas não são suficientes para isso. Sendo assim, Bonifácio Rocha seria o nome a disputar pela terceira vez uma vaga a Câmara Federal?
Entendo que se Dinaldinho sair candidato a deputado estadual, pode vir a ser uma boa indicação, respaldado pela votação expressiva nas urnas em 2012, apesar de salientar que a conjuntura é diferente entre uma eleição municipal e uma eleição no Estado, o que me faz assegurar que os mais de 23 mil votos obtidos para prefeito não se repetirão para deputado estadual.
Encarar esse ?osso duro de roer? para Dinaldo, significa a sua sobrevivência política, pois uma derrota em seu projeto político de 2014, pode dar a ele um caminho semelhante ao que vem acontecendo com o ex-governador Maranhão, de ser apenas um presidente de legenda, algo que foi um excelente consolo para uma aposentadoria política.
Genival Júnior/maispatos.com