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Ministério Púbico pede designação de delegado especial para apurar morte de bebê de Patos

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
03/04/2012 às 06h48

O promotor da Infância de Patos, Newton Carneiro Vilhena, garantiu que irá pedir um delegado especial para apurar a morte de um bebê que nasceu no dia 04 de março na Maternidade Peregrino e que morreu no último dia 11, vítima da bactéria SERRÁTIA MARCESCENS.

Newton revelou que se faz necessária a apuração rigorosa dos fatos para saber de quem foi a negligência. O promotor que só volta a Patos após o dia 10, disse que enviará requerimento ao delegado Regional Cristiano Jacques para que possa ser designado um delegado para investigar a fundo o caso, ouvindo todos os envolvidos: médicos, enfermeiros, direção da Maternidade, Hospital Universitário, bem como familiares dos gêmeos.

Para Newton que ficou sabendo do caso através da imprensa, é preciso saber de quem foi a negligência dos cinco dias cruciais que levaram o bebê a óbito.

Newton informou que vai requisitar laudos médicos do Conselho Regional de Medicina, e não dos médicos que atenderam as crianças, para que não haja nenhuma dúvida quanto à veracidade destes. "Vamos requisitar também uma comissão de médicos para estudarem os laudos que o Ministério Público possa chegar a uma conclusão do caso", disse ele.

O promotor disse que não irá esperar a família oficializar a denúncia. "Diante do que fiquei sabendo através da reportagem, vou me antecipar", afirmou o promotor. O promotor de Campina, Hebert Targino, também se pronunciará sobre o caso. "Daremos acompanhamento também ao caso", disse Targino.

O pai das crianças, Sérgio Rohnes da Silva disse que aguarda a volta da mãe Graciele de Oliveira Melo, para procurar o Ministério Público e ingressar com ação na Justiça contra a Maternidade Peregrino Filho de Patos.

Ele disse que enquanto o segundo bebê estiver internado no Hospital Universitário de Campina Grande, sendo acompanhado pela mãe, a família que ainda está bastante abalada, não tem condições de se mover para buscar reparações. O segundo bebê que ainda está internado em estado regular no Hospital Universitário de Campina Grande, também foi vítima da bactéria, tendo ainda o quadro agravado por uma pneumonia e meningite. Ele completa nesta quarta-feira, um mês de vida.

O Caso- A morte de Enzo Davi Oliveira da Silva revela também a falta de UTI neonatal nos hospitais públicos do Sertão do Estado e da falta de vagas em hospitais de Campina Grande e João Pessoa. Os dois bebês gêmeos prematuros, que nasceram em situação de risco, tiveram que aguardar cinco dias até serem transferidos para o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC). Um dia após a transferência, Enzo morreu por conta do seu estado de saúde agravado, após conseguir uma vaga no HU, em Campina.

Visivelmente abalada, a mãe dos bebês, a dona de casa Graciele de Oliveira Melo, disse que a equipe médica do HUAC informou que a morte do seu bebê foi provocada por uma infecção generalizada provocada pela bactéria SERRÁTIA MARCESCENS, e que a demora no atendimento pode ter agravado a saúde dele.

A infecção teria sido contraída na Maternidade Peregrino Filho, em Patos, durante os dias em que esteve internado. O outro bebê permanece internado em Campina Grande, com infecção generalizada e meningite.

Os familiares de Enzo rechaçaram tal possibilidade a partir do que atestou o HU em Campina Grande, bem como a Certidão de Óbito dando as causas da morte de seu filho:(CHOQUE SEPTICO, SEPSE TARDIO, INFECÇÃO RELACIONADA AO CATETER UMBILICAL, PREMATURIDADE).

Para família, não resta nenhuma dúvida que o bebê foi vítima da bactéria que estava na sonda colocada no umbigo da criança. "Minha esposa ficou revoltada com as declarações do médico e disse tão logo chegue a Patos vai acionar a Justiça e provar que não foi por meio dela, e sim, da Maternidade que foi negligente conosco sem explicar nada do que estava acontecendo", disse Sérgio.

"Minha esposa não está com bactéria. Ela está bem. "O meu segundo filho que passou pelo mesmo procedimento é que está com a bactéria, meningite e já sofreu três paradas cardíacas. Ele continua internado no HU. Ele só foi transferido para lá dois dias depois de Enzo", revelou o pai.

Segundo Cícera, ela até estranhou a forma como eles fizeram o tratamento das crianças dizendo que era natural colocar o aparelho para melhor alimentar o bebê.

Para ele, os médicos poderiam ter falado que o estado de saúde de Enzo era grave, mas pelo contrário, todos ficaram falando a mesma coisa. "Tudo que acontecia, inclusive as apinéias que meus dois filhos tinham, eles diziam que era normal, pois eles estavam começando a viver porque ainda eram prematuros. Só dias depois do quadro se tornar irreversível é que nos dizem que iam transferir apenas um por conta de vagas devido a gravidade da situação sem nos contar o que de fato estava ocorrendo", relatou.

Fonte: Horaexata

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