Na linguagem oral, no uso das palavras que nem sempre podem ser eloquentes e interessantes por falta de pensamentos inspirados, todo mundo é enfadonho. Na linguagem oral ninguém consegue ser interessante o tempo todo.
Além da falta de pensamentos e ideias que atraiam, as palavras ainda sofrem os nossos vícios mais idiossincráticos: existem aqueles que ciscam demais até chegar ao principal da conversa, fazendo com que a maior parte do seu palavreado seja dispensável. Existem aqueles que dizem o essencial, o esperado, de forma direta demais, sem nenhum preparo charmoso, sem saber preparar uma plataforma simples para o momento principal daquilo que se vai dizer.
Existem aqueles que querem dizer coisas mais ou menos profundas e não encontram as palavras certas para isso e existem aqueles que fazem verdadeiras firulas linguísticas para externarem até o pensamento mais banal.
Quer que algo seja dito? Escreva. A língua serve para fazer coisa melhor do que falar
Quer que algo importante seja realmente conhecido? Escreva.
Por melhor que uma frase seja nunca será nada se não vier a ser escrita, pois a palavra oral só serve bem para gritar.
Wandecy Medeiros ? [email protected]