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José Gonçalves: O PT numa encruzilhada

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
07/04/2012 às 13h52

O PT de Patos está numa encruzilhada que é histórica diante das dificuldades em atender às mais variadas tendências existentes no município.

O estopim de tudo foi à saída de Alexandre Nóbrega da STTRANS, de forma esquisita, sem explicação até o momento, pelo menos a sociedade. Em seguida, o surgimento da proposta de candidatura própria, que não foi amplamente discutida com os filiados, tendo sido tratorados alguns nomes que estavam propensos a se candidatar, a exemplo do medido Dr. Rui Filho, que teve que se desfiliar e buscar outra legenda para cumprir o seu objetivo.

O surgimento do nome de Lenildo Morais, inicialmente, pareceu unificar o partido, mas no decorrer do tempo, além de não unificar, não conseguiu agregar outros partidos à coligação, à sua empreitada de ser prefeito de Patos.

Afinal, o Dr. Rui Pontes foi mais esperto, tomou iniciativas e agora conta com o PPL e PHS, além do seu partido o PP.

O atual presidente do partido em Patos, Everaldo da Telemar foi enfático, ?Fica difícil fazer uma campanha sem recursos e que depende da direção nacional a possibilidade de Lenildo ser vice na chapa do PMDB?, disse o mesmo em entrevista ao jornalista Marcos Eugênio.

Mas, como conhecemos o PT, o mesmo já fez campanhas aqui em piores condições do que a atual, quando não tinha praticamente deputados e nem imaginava chegar à  Presidência da República. Será que o argumento realmente correto é este?

No meu entendimento, o PT devia ter permanecido na base aliada do governo Nabor, procurando se fortalecer especialmente na Câmara Municipal com o vereador Edileudo, que mais uma vez não tomou iniciativas, que não teve o apoio total do partido, repetindo mais um mandato morno no legislativo municipal, não se diferenciando  em muitas coisas com os demais pares da casa. Excluo aqui a ética do parlamentar. No geral, nem uma coisa e nem outra. O partido perdeu lideranças que se filiaram a outros partidos, a exemplo do PCdoB. Não conseguiu até o momento manter a sua unidade, pelo menos aparente, a demonstrar o comentário de João de Lima, que contestou a opinião de Everaldo, dizendo que o mesmo não tinha autorização para afirmar essas fantasias de uma aliança novamente com o PMDB.

Sonhando com uma aliança com o PSB se tornou praticamente impossível, depois da decisão da candidatura própria de Luciano Cartaxo em João Pessoa, a tendência do PSB em Patos, mesmo contra a vontade de Bonifácio Rocha, será compor com o DEM. Afinal, quem manda e determina tudo no PSB na Paraíba é o governador Ricardo Coutinho.

Então, o PT se vê numa verdadeira encruzilhada, isolado, tendo que buscar uma alternativa para sair dessa situação, apelando para uma pesquisa, e caso o Lenildo não pontue bem poderá desistir, apelando para a direção estadual ou nacional, para transparecer que é uma coisa que vem lá de cima, mas que os filiados de Patos não

concordam e por aí vai. Ou até manter a candidatura com todos esses prejuízos para atender aos filiados mais raivosos, por terem saído dos cargos no governo Nabor.

Depois de toda essa situação, de ataques ao governo Nabor Wanderley, pensar em reivindicar uma vaga de vice é jogar todo o discurso de antes na lata do lixo. De toda maneira, ainda acredito, que o melhor para o PT é voltar à base aliada, invertendo o projeto, ou seja, priorizar a eleição de vereadores.

Por isso, que reafirmo de que não existe terceira via no Brasil, na Paraíba e especialmente em Patos, capaz de derrotar as duas forças políticas existentes. Caso queira atingir isso futuramente, terá que se aliar a alguma força, mesmo tida como conservadora, como fez LULA e DILMA, atraindo o PMDB e RICARDO COUTINHO, atraindo o DEM e PSDB.

Afinal, nem o próprio PT entende o PT. Estou emitindo essas opiniões, apenas para favorecer o debate político em Patos.

José Gonçalves/MaisPatos.com

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