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Primo de menor assassinado em Patos diz que ele sabia que ia morrer

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
31/03/2012 às 09h37

Em entrevista exclusiva ao repórter Fábio Diniz, no Programa Cidade em Debate, da Rádio 102 FM, Alex Henrique, primo de Carlos Antonio, 17 anos, assassinado na madrugada desta sexta-feira(30), na Rua 5 de Agosto, no Belo Horizonte em Patos, contou que momentos antes de morrer, Antonio lhe avisou por telefone que ele estava sendo perseguido e que iam lhe matar.

De acordo com relatos de Alex, momentos antes do assassinato, o provável assassino ligou para Antonio e perguntou onde ele estava e pediu que ele fosse para as proximidades do Hospital Regional, pois queria falar com ele. Antonio teria ido e trocado palavras com o individuo que lhe ameaçou perguntando se ele iria deixar em paz uma garota que matinha relacionamento com os dois.

Antonio teria respondido que sim, afirmando que não daria certo tal relação já que a jovem matinha relação com os dois ao mesmo tempo. Alex relatou que instantes após o encontro, ele liga novamente e pergunta onde Antonio estava.

De acordo com Alex, a vítima não só teria informado como dito que não temia dizer já que o meliante não teria coragem de fazer o mal contra sua vida. "Por volta das 12h, ele passou uma mensagem perguntando novamente onde a gente estava. Meu primo respondeu que se ele de fato queria lhe ver fosse até o local onde o crime acabou acontecendo. Meu primo disse: - cara, se você quiser vir aqui onde eu estou, pode vir. Foi quando o assassino perguntou se ele estava na minha companhia", contou Alex.

Antonio teria respondido que não. Mesmo assim o assassino foi ao encontro de Antonio que ligou para Alex afirmando que o assassino ia lhe matar, pois já teria passado por duas vezes no local indicado. "Meu primo ligou para mim avisando e pediu que eu fosse correndo até o local para fazer algo, mas quando eu cheguei já tinha ocorrido tudo", disse ele.

Alex disse saber quem é o criminoso que seria um menor, mas ia deixar para a polícia tomar conta do caso que está sendo investigado pela delegada Tâmara Lenina.

Alex contou ainda que o amigo que estava na companhia de Antonio no momento do homicídio, teria afirmado que os tiros eram para os dois, mas como Alex não estava no local, não morreu. O amigo ainda correu atrás dos assassinos que estavam em uma moto.

A Polícia Civil investiga a suspeita de motivação passional. A principal hipótese é de que o autor dos tiros tenha agido por ciúmes por causa de uma mulher a partir do depoimento contado por membros da família e ligações telefônicas.

No corpo da vítima, a perícia encontrou marcas de, pelo menos, três tiros. Com base em relatos de um amigo que acompanhava o adolescente, a delegacia informou que os disparos foram feitos por um homem que estava como passageiro em uma motocicleta. A testemunha conseguiu se proteger dos disparos e não se feriu.

Parentes da vítima compareceram à delegacia e declararam que o rapaz não teria inimigos, mas havia recebido uma ameaça de morte na mesma noite, sem ter dado importância. A polícia também descartou a possibilidade de envolvimento do adolescente com o tráfico de drogas.

Fonte: Horaexata

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