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Polícia descarta "ataque de cachorro" a menina de 11 anos e diz que autor é alguém próximo

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
11/01/2012 às 06h41

A Polícia Civil do município de Belém de Brejo do Cruz, Sertão paraibano, procura por um homem suspeito de violentar uma menina de 11 anos, na zona rural da cidade. O fato aconteceu na madrugada do último domingo, mas só foi divulgado ontem. Os policiais acreditam que a criança pode estar sendo obrigada a dizer que foi atacada por um cachorro pelo verdadeiro autor do abuso, e que o criminoso pode ser alguém da família ou próximo à vítima. Se for encontrado, o acusado deverá responder por estupro de vulnerável, conforme o Art. 217 - A do Código Penal.

Segundo relatos da mãe da menina à Polícia, o caso aconteceu durante uma pescaria. Os avós teriam levado os quatro netos para pescar e de madrugada, a menina de 11 anos levantou para urinar e quando tirou a calcinha teria sido atacada por um cachorro, que teria violentado a criança. A menina então teria voltado para a rede onde dormia e, ao perceber que estava sangrando, pegou uma blusa e colocou entre as pernas. Mesmo assim, os avós perceberam o ferimento e avisaram a mãe da garota, que a encaminhou até o hospital da cidade, acreditando que a criança havia menstruado.

O médico que a atendeu a menina no Hospital de Belém de Brejo do Cruz descartou que o problema fosse menstruação e encaminhou a menor para o Hospital Regional de Catolé do Rocha. Lá, o médico Eduardo Medeiros, que atendeu a criança, confirmou o estupro. "Obviamente não foi um cachorro, claro. Mas houve sim o ato, os sinais físicos eram bem claros, embora o laudo deva reforçar o caso", disse. Ele encaminhou a criança até o Instituto de Medicina Legal (IML) de Patos.

Segundo a Polícia Civil de Belém do Brejo do Cruz, somente após a informação de estupro, a menina contou a história de que havia sido um cachorro. O fato só foi registrado na Polícia Militar (PM) porque um policial que estava no hospital, ouviu sobre o caso e orientou a família para fazer um boletim de ocorrência.

 

Fonte: Portal Correio

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