No próximo dia sete será dada a largada para eleições municipais onde serão escolhidos os 13 vereadores que irão compor a nova legislatura da Câmara Municipal e o novo prefeito de Patos e como o numero de eleitores no município não chega à 200.000 votantes, não haverá segundo turno.
Neste pleito, mais de 160 candidatos entrarão na disputa, tanto para prefeito, vice-prefeito e vereador . Em patos há 26 partidos distribuídos em sete grupos distintos de coligações. Destes, o PSOL, será o único partido a sair sozinho na disputa. Mais de 67 mil eleitores serão alvo dos interessados a uma das 15 vagas distribuídas nos poderes executivo e legislativo.
Segundo o Jornalista e analista político Genival Júnior, diretor do INPPE (Instituto Patoense de pesquisa e estatística), a disputa para este pleito será acirrada. Para Genival apenas de sete a dez candidatos nesta eleição ultrapassarão a barreira dos mil votos enquanto que na última eleição 14 candidatos tiveram votação superior a mil, sendo que três deles ultrapassaram a casa dos 2 mil votos.
Uma grande fatia destes 67 mil eleitores fazem parte de alguma religião e grande parte são de católicos e evangélicos. O catolicismo é a religião predominante, mais da metade da população patoense são católicos nominais e cerca de 20% são praticantes. Aproximadamente, oito mil fieis são membros de igrejas evangélicas, cerca de seis mil evangélicos são eleitores. Isso conclui que em média de 30% dos eleitores frequentam alguma igreja.
O fato é que quanto maior o rebanho, melhor. Um candidato a vereador, por exemplo, poderá precisar de uma média de 600 votos para ser eleito, isso em coligações menores. Já em um partido grande como o PMDB, por exemplo, o postulante poderá precisar em média de 1.000 votos para se eleger. Em 2008 o vereador do PT Edileudo Lucena foi eleito com 646 votos. Já o candidato a vereador do PMDB Jeferson Melquiades conseguiu nas urnas 1.383 votos e não foi eleito ficando na primeira suplência.
Cada voto será bastante concorrido e buscado por alguns desses candidatos no reduto eleitoral cristão, nesse período será comum a visita desses postulantes às igrejas a fim de angariar votos e fortalecer sua campanha.
Nos bastidores da eleição muitos candidatos são apoiados por lideres religiosos que colocam a disposição suas ovelhas para que o candidato construa assim o seu curral eleitoral.
Margarete Pimentel, é evangélica e ressaltou a importância do seguimento religioso no contexto . Pimentel, acredita que os lideres religiosos devem orientar seus liderados a votarem conscientes e sem influencia: ?No momento em que o líder de uma igreja se posiciona a favor de um partido político naturalmente vai induzir parte do seu rebanho a seguir a opinião dele?.
Já o motorista José Carlos disse que acha natural que cada um apoie candidatos ou partidos independente de ser lideres ou não.
E você, qual a sua opinião? Um líder religioso deve envolver sua denominação na eleição permitindo que candidatos usem a igreja para angariar votos?
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