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Professores e alunos reclamam da retirada de gratificações e falta de merenda nas escolas estaduais de Patos

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
31/03/2012 às 10h24

Professores de grandes escolas estaduais de Patos que tiveram suas gratificações retiradas dos contracheques ligaram nesta sexta-feira para o Programa Cidade em Debate, para denunciar o fato. Uma das escolas foi a Premén (no bairro do Salgadinho) onde os docentes ainda denunciaram a falta de merenda escolar.

No dia do pagamento dos servidores da Educação estadual, os professores tiveram uma surpresa nada agradável: além de não adicionar a gratificação para os professores que atuam em programas específicos como Educação Integral, Profissionalizante, entre outros, como foi prometido a partir da implantação deste novo modelo, o Governo do Estado retirou uma gratificação antiga, implantada nos contracheques dos professores na época do ex-governador José Maranhão.

"O governador Ricardo Coutinho retirou a nossa gratificação, uma conquista da época do ex-governador José Maranhão e, mais ainda, não implementou a Gratificação de Ensino Médio, como acordado. Estamos trabalhando feito burro e ganhando menos do que ganhávamos na época de Maranhão", reclamou um professor que pediu para não ser identificado em entrevista ao Cidade em Debate, da Rádio Itatiunga FM.

Segundo informações de alunos que também ligaram para o Programa, as escolas Caic e Premém continua com problema na distribuição de merenda escolar desde o início do ano letivo.

No início do ano quase dois mil alunos ficaram ao relento com o fechamento de 4 escolas que denominaram de reordenamento. Muitos pais acabaram colocando seus filhos na Rede Municipal de Ensino pelo Estado oferecer vagas em escolas sem estrutura alguma e longe de suas residências.

Docentes e alunos suspendem aulas na PB por mais estrutura em escolas

Do G1 PB

Professores, alunos e funcionários fizeram uma série de protestos durante a semana e suspenderam as aulas nesta sexta-feira (30) na Escola Estadual de Ensino Médio Elpídio de Almeida, mais conhecida como Estadual da Prata, uma das maiores de Campina Grande. Além deles, escolas dos municípios de Catolé do Rocha e de Esperança também fecharam as portas.

Os grupos questionam a implantação do sistema de ensino em tempo integral, com aulas nos turnos da manhã e da tarde, sem a adequação da infraestrutura por parte do governo estadual para que os alunos passem o dia nas dependências das escolas.

Entre os alunos da Prata, a principal queixa é de que não há condições de comportar os estudantes no horário de almoço. Estariam em falta pratos e talheres, além da falta de funcionários para oferecer uma merenda de melhor qualidade. Os estudantes reclamam que não existe refeitório e que, na hora do almoço, eles ficam expostos ao sol se alimentando.

Com relação aos professores das unidades de Campina Grande, Esperança e Catolé do Rocha que receberam o programa Escolas em Tempo Integral, o aumento da carga horária sem gratificação seria o principal problema. "Estamos trabalhando dobrado sem nenhuma gratificação no contracheque. As aulas do turno da tarde ficaram suspensas durante toda esta semana e só voltaremos quando a Secretaria Estadual de Educação tomar uma providência para resolver essa situação", reclamou o professor Francisco Alves.

Os docentes das cidades marcaram uma assembleia para as 8h da segunda-feira (2) com o objetivo de avaliar os supostos cortes nos salários e os rumos da paralisação. A reunião acontece no auditório do Estadual da Prata.

O portal tentou contato com o secretário estadual de Educação, Afonso Scocuglia, mas sua assessoria informou que ele está em Brasília. Já a secretária executiva Márcia Lucena estava em reunião. Às 13h42, a assessoria de imprensa informou que as providências relativas à infraestrutura das escolas seriam tomadas.

A diretora do Estadual da Prata, Ana Rejane Rodrigues, e a gestora da 3ª Regional de Ensino do Estado, Sandra Fátima, se reuniram com alunos após uma manifestação ocorrida na quinta-feira (29) e informaram que em breve todas as reivindicações serão atendidas. "O problema da falta de funcionários nós já resolvemos. A partir da semana que vem cerca de 20 serão destinados à escola, mas a merenda nós ainda dependemos do recurso do Governo Federal", apontou Rejane.

Segundo ela, é comum que surjam imprevistos durante a implantação de um novo sistema de ensino. "Em toda novidade, sempre aparecem alguns problemas para serem corrigidos. Nós estamos esperando a verba da merenda chegar para solucionar tudo. Enquanto isso, os alunos irão continuar sem aula no período da tarde", explicou.

Fonte: Horaexata com G1

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