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A INVEJA. Por Misael Nóbrega de Sousa

Por: Redação Fonte: Misael Nóbrega
05/06/2016 às 08h23
A INVEJA. Por Misael Nóbrega de Sousa

Aborrecer-se por causa da felicidade dos outros é ordinário. E não me venha justificar isso como um sentimento. Sentimento é uma faculdade do homem inerente à virtude. Entendo que a felicidade é preciosa, mas, vale a pena descer um degrau? A inveja não é vício nem ato de maldade é, talvez, um atestado de inépcia.

Podemos medir a inveja? O que temos para oferecer em troca? A inveja nasce de alguma barriga? É incondicional? Uma devoção? A inveja é uma reação? Um pretexto? A inveja é, quem sabe, algo inconcebível; ou, quem sabe, ainda, uma ramificação de todas essas questões. Para me apegar ao lugar-comum: a complexidade da palavra é fuga, como tudo enfim.

Quando experimentamos a inveja... - Rogamos, igualmente, o perdão - Como um ato contínuo. Mas, não há remissão da culpa, visto que não nos contemos, embora identificada a natureza da ansiedade. Vou além, a inveja é um fardo para o invejoso mesmo quando ela não é invocada imediatamente, pois conviver com o mal é tão ruim quanto praticar o mal.

Se cometemos um dolo, toda às vezes em que ambicionamos o alheio, não há direito que legitime a inveja. Se tudo nela é contaminado, não apenas o que advém; é, também, um estorvo da razão. Há de certo que um processo (de degradação) moral se desencadeia mesmo antes da inveja o que torna torna débil, o homem... - Como se não bastasse essa sandice prosaica.

Professor e Jornalista

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