
Em geral, costumo por não desassociar o meu passado a minha personalidade, relembrar dos meus tempos de criança, invocando com isso: ambientes, costumes e pessoas. Desse modo, procuro expor no meu texto, evidenciar para os diais atuais, o comportamento que às crianças de épocas passadas tinham, dentro do elo em que conviviam. Busco, portanto, com isso, responder a algumas indagações, que porventura exista, para que, de fato, possamos relembrar de coisas e fatos que nos marcaram e, que, ainda hoje relembramos.
São supostas interrogações que procuro responder quando escrevo algo relacionado ao meu passado. Assim, procuro retratar com esse verso, alguns desses momentos, onde, necessariamente, tenho que inserir alguns amigos que fizeram parte desse meu circulo passado!
VERSO
Nos meus tempos de criança
A educação se fazia
Rezava-se o Padre Nosso
Credo Cruz e Ave Maria
Dava-se a bênção aos pais
À noite e durante dia!
Respeitavam-se os idosos
Com carinho e precisão
Buscava-se das suas idéias
Respeito e compreensão
Para expressar com orgulho:
O dever e a obrigação!
Admiravam-se as Mães
Os Pais os Tios e os Avôs
Enaltecia-se com méritos
As Escolas e os Professores
Se tinha muito respeito:
Pelos nossos Diretores!
Ia-se à missa aos domingos
E, ao cinema também
Jogava-se bola de gude
Se contemplava o trem
Tomava-se banho de chuva
E, de açudes também!
Brincava-se com os amigos
Com a inocência expressiva
Disputava-se em uma “pelada”
Muitas vezes, uma intriga
Terminando vez em quando:
Em uma pequena briga!
E, assim o tempo passou
Registrando o que convinha
Hoje, eu sinto saudades
Dos amigos que eu tinha:
Nêna, Dedé, Gilson e Gilmar
Edmilson, Paulinho, Pedrinho e Reinia!
Amigos (in-memoriam: Nêna, Edmilson e Paulinho)
Patos, 25/06/2016.
Anchieta Guerra
(Coéga)