
A origem do termo pejorativo:“sulanca” surgiu da junção do nome sul mais a palavra “helanca”, em razão de alguns comerciantes trazerem de São Paulo, retalhos de tecidos de helanca, para confecionarem roupas simples e populares, na zona agreste de Pernambuco, em meados dos anos 60.
A feira, que inicialmente adquiriu um estigma de só comercializar produtos de “fraca” qualidade, ganhou um apelido de “sulanca” como referência. No entanto, ao longo dos tempos, essa reputação mudou para uma personificação mais própria e adequada, por passar à vender no atacado para toda região do Nordeste, produtos de melhores qualidades, se configurando hoje em dia, em uma das grandes opções do mercado varejistas de roupas e outros produtos, principalmente, nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruarú, Toritama e outras.
Atualmente, em razão da crise econômico e financeira que passa o país, temos notado o surgimento desse “ramo” de nogócio em muitas cidades. Aqui na cidade de Patos, não tem sido diferente. O surgimento repentino desse tipo de negócio é visível na praça que fica ao lado do Guedes. É patente, porém, que não podemos comparar com Santa Cruz ou às demais cidades mencionadas, é logico! Contudo, o que estou querendo elencar é exatamente a opção de se adquirir produtos usados ou até novos por melhores preços nessas feiras. Além, de procurar enfatizar sobre o elo que existe entre a questão sócio-econômica e financeira que estamos passando e o crescimento desse mercardo paralelo.
Evidencia-se claramente, essa opção em Patos, quando observamos o crescimento dessa feira de “sulanca”, se a compararmos de quando ela era em mêses atrás, quando só viámos poucas pessoas comercializando naquele local algumas peças de roupas usadas, com a situação atual,
É, sem dúvida, uma nova opção para se driblar à crise. Tanto para quem vende quanto para quem compra.
Visite-a!
Patos, 17/05/2016
Anchieta Guerra.