
...Entram os ladrões, voam os balões como prenúncios da gastança; nos terreiros, fogueiras de enganação, tem milho não? Cadê a brincadeira de adivinhação? "Vixe", tá doido, é? "O jumento é nosso irmão" e tome "lapada "no lombo pra apressar a carroça, no desfile de abertura; e o bosteiro pelas ruas... - Quem cagou aqui?
Trio 'pé-de-serra', - Só pra anunciar promoção - Na porta das lojas; politico de mão em mão; rapazote sem camisa, "beijei mais uma..."; é "bebo bosta" descendo a ladeira da vida; é moda de piriguete, ostentando o buzanfã; é safadão; é avião; é sertanejo... Agora, lascou!! - Quando vai começar o forró? Grita os que não tem vez. E tome vaia no prefeito...
É quadrilha estilizada (?); é o dinheiro para a seca - Indo embora, pelo ralo; é o kit miserê; é o kit camisinha; é o casamento matuto; é o vestido de chita; e haja mijo pela rua, na marcação do território; carro em cima de calçada, por falta de estrutura e educação; "aqui tem mulher rodada..." diz o panfleto, lá de fora; e a mocinha nem imagina o que é ficar buchuda; é o choramingo do menino - Com medo dos estampidos... - Ou será que acabaram os seus fogos de artifício?.
É barraca de fuleiragem, uma colada na outra; parentes da capital; casas para alugar, com seiscentas pessoas; é cheiro de UDV; é o cheque especial; é parque de diversão; é padre esperneando, o que não é seu é do diabo; o mesmo abraço que abraça o amigo abraça o inimigo; é a bandeirola tremulando no abandono; ornamento que onera o orçamento; é a cidade enfeitada de lamento; é vereador em camarote, "tomando Ciroc"; é o povo no pavilhão abestalhado com o "alarido";
Vendedor ambulante: água, refrigerante e cerveja; é o barraqueiro chique que tá ali por propina, eita sina; a família foi também, mas não tinha lugar não, deu um "anarriê", sem demora; ficaram os que são - pegadores do "sol com a mão"; um mar de povo inocente - E a inocência é um grande pecado;
Êita povo que paga caro, mesmo a festa sendo para ele (será?); e que vai de novo... e que vai de novo... e que vai de novo... "Olha pro céu meu amor"... - Vê isso não, "ôxente", eu furo teu "zói"...
Misael Nóbrega - Profesor e jornalista