
Pacientes que procuram socorro médico em Unidades de Pronto Atendimento em Patos tem vivido uma verdadeira peregrinação por causa da greve dos servidores de saúde.
Muitas pessoas não estão conseguindo sequer ser atendidas no Complexo Maria Marques, localizado no bairro Jatobá, pois além da unidade funcionar apenas a noite, cerca de 200 pacientes estão dando entrada todas as noites à procura de atendimento no Maria Marques.
O auxiliar de serviços Eraldo de Sousa Ferreira, de 26 anos, sentiu na pele essa dificuldade. O jovem começou a sentir fortes dores no peito na última segunda-feira, (04), e após ir em vários postos de saúde, não obteve êxito.
Eraldo disse que tentou inclusive atendimento no Hospital Regional de Patos, devido a dor que sentia ser muito forte, porém, foi encaminhado para a triagem e a enfermeira disse que lá o atendimento não era possível, já que HRP apenas atendia urgências: "Uma dor forte no peito, que podia ser inclusive um infarto, é sim uma urgência, pelo menos eu acho que deveria ser", disse.
De acordo com a Lei, 30% dos atendimentos devem ser priorizados, dessa forma, das 40 unidades de saúde existentes na cidade, pelo menos 12 deveriam estar atendendo, mas apesar de algumas estarem funcionando, os atendimentos não estão sendo realizados.
A vendedora Silvania Oliveira, de 24 anos, estava com dores pelo corpo, febre alta e inchaço nos pés e nas mãos e os sintomas começaram desde a última terça-feira, (05). Ela contou que visitou oito postos de saúde, de diferentes bairros, mas mesmo assim, não conseguiu atendimento devido a forma de distribuição de senhas das unidades: "Eles disponibilizam 20 fichas, em alguns postos que estão abrindo, porém, a prioridade é para as pessoas do bairro e os que são de outras áreas, só recebem fichas se sobrar, ou seja, é praticamente impossível ser atendido dessa forma", desabafou.
A vendedora disse que apenas na noite de ontem conseguiu ser atendida no Maria Marques, mas que a situação é alarmante: "Eles fazem a greve reinvindicando aumento de salários e acho justo, mas e nós, que estamos doentes e necessitamos de atendimento de saúde e dos postos abertos e funcionando normalmente, vamos reinvindicar a quem?", questionou.
A greve dos servidores já dura cinco dias e segundo o Sindicato, a paralisação dos serviços deve continuar por tempo indeterminado.
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