
Não é raro hoje em dia no meio da política, os “conchaves” ou os acordos eleitorais. Muitas vezes, conforme, se sabe, historicamente, membros de determinada sigla partidária, que, por anos e anos foram adversários políticos – não sei qual é à mágica que atua nesse entendimento – passam a se unirem para um determinado fim!
Obviamente, esses entendimentos não são raros. Até por que, se formos recapitular a história política da Paraíba nos últimos anos, vamos nos remeter a alguns conchaves que marcaram épocas. Como por exemplos: Maranhão x Ricardo, Cássio x Ricardo, Ricardo x Luciano Cartaxo e, outros mais.
Até ai, tudo bem! Mas, como se sente o eleitor partidário apaixonado por sua sigla, a qual ele “deu o sangue” e o “suou” por muito tempo?
“Eis a questão” (Shakespeare)
Como podemos entender
A mistura eleitoreira
Se ficam brigando na mídia
No guia falando asneiras
Mas, na hora da vantagem
O eleitor vira besteira!
É um pula-pula danado
Pulando de lá para cá
Só tomando a decisão
Quando a outra mão acenar
De quanto será o “preço”
Para a camisa mudar!
O discurso “cai por terra”
Parece que o povo sobrou
Só se vê muito elogios
Falando que é bom gestor
Passando de água pra o vinho
Quando o acordo fechou!
As cores vão se misturando
Num fervor desenfreado
O lado que era um “espelho”
Na mistura ficou manchado
Deixando mais uma vez:
O “pobre” eleitor desprezado!
Nessa busca de um poder
Não se considera ninguém
Mistura-se às ideologias
O ateu conclama amém
Mudando pra só conseguir:
Aquilo que lhe convém!
Está claro e evidente
Que essa mistura é fominha
Sepultando para sempre
Toda ideologia que se tinha
Deixando o eleitor sem à carne
“Traçando”: feijão com farinha!
Patos, 11/03/2016
Anchieta Guerra