
Personificar algo, que talvez, achem pequeno, não é fácil, porém, não é tão difícil quando se possuem subsídios e fatos suficientes para se justificar essa personificação. Assim, para que não haja muitos questionamentos sobre a quem estou atribuindo adjetivos de resistência e luta de vida, vou esclarecer os fatos: – Trata-se de um personagem real, chamado “LEÃO”, que na verdade, esse personagem é, de fato, um GATO! A luta que ele desencadeou por muito tempo para sobreviver, o fez merecer esse adjetivo de LEÃO, por ter enfrentado à morte que o perseguio, – bem de pertinho – por várias vezes, Inclusive, na Ponte do Salgadinho, quando foi atropelado por um carro, evidentemente, dirigido por um “humano”, que simplesmente, o deixou arquejando e sangrando com varias lesões, dentre elas: quase todos os dentes quebrados, parte de uma orelha decepada, uma das patas dianteira quebrada e outras escoriações por todo o corpo. A destarte tento detalhar um pouco do sofrimento deste animal, que lutou para sobreviver incansavelmente, para provar que, mesmo nos momentos de convalescência, não devemos desistir!
No episodio acima, intervi, quando fui informado da situação o recolhendo para ver se podia fazer algo para salva-lo! Fiz os primeiros procedimentos para aliviar um pouco aquele sofrimento e, em seguida o levei para a UFCG, quando o referido ficou internado para se submeter a uma cirurgia na pata e aos curativos necessários. Bom, foram cem dias com pinos de aços na pata para que voltasse a andar normalmente. No entanto, para minha surpresa, os procedimentos cirúrgicos foram feitos de forma errada, ou seja, ao invés de “colarem” a pata que fôra cirurgiada, para baixo, a colocaram para cima. Um verdadeiro absurdo! Uma coisa que só percebi com o tempo. Pois, se tivesse percebido antes, teria processado o “medico veterinário”.
Depois de um certo tempo ele foi se adaptando com a sua deficiência. Ai, então, começou a sair para as calçadas da rua para começar a viver como os demais. Passaram-se uns dois anos. Então veio o pior: foi atropelado novamente. Agora, próximo da minha casa. Uma vizinha que também gostava dele – aos prantos – me comunicou da situação. Foram então, novas jornadas de luta e sofrimento. Mas, depois de vários procedimentos de curativos e medicação (feitos por mim) ele, embora, sem quase nenhum dente, sobreviveu e se mantém “firme e forte” como um LEÃO!
Só um registro: Animais sentem dor, fome sede e carência afetiva!
Pensem nisso...!
Patos 02/01/2016
Anchieta Guerra