
Como Ícaro, que tentou voar aos “céus” – conforme, a Mitologia Grega – à criança, também, voa com seus pensamentos; suas imaginações e seus sonhos. O sonho de uma criança perdura-se por anos e mais anos. A pureza e a inocência, que são atributos inerentes da singeleza que uma criança agrega, lhes dão a “liberdade” e o direito de sonhar. Assim, como fui criança, também, trago comigo, ainda, “resquícios” do meu passado de criança, os quais procuro sintetizar nesse “pequeno” poema que escrevi!
Montei nas “asas” do tempo
Na busca do meu passado
Coloquei como bagagem
Todo pensamento voltado
Para a infância inocente
Dos belos sonhos dourados!
Viajei no retrospecto
De uma aventura vivida
Rebuscando resumir
Toda uma historia corrida
Repassando em um caderno
Os meus escritos de vida!
Desagreguei a obrigação
Buscando muita candura
Fluindo, naturalmente
As lembranças da doçura
Com a pureza inocente
Prestigiando à loucura!
Repassei como um “cinema”
Às aventuras na selva (Tarzan)
Busquei na imagem saudosa
Toda uma cadência singela
De um chiclete mascado
Com os olhos virados pra ela!
A viagem ao tempo é curta
Porém, a imaginação é fértil
Vai-se misturando os fatos
Abstrativamente e concretos
Repassando aquele “filme”
Do lado errado e do certo!
Nessa aventura reluz
A minha maratona corrida
Reavendo na memória
A extensão de uma vida
Relembrando com ternura
A minha infância querida!
Patos 21/12/2015
Anchieta Guerra