
Ajoelhada, venho rogar-te perdão.
Queria estar velando o teu sono...
Não mereces morrer; finjas ressono!
Como conseguirei viver na solidão?
Espelho de todas as meninas;
Belas, tuas madeixas, em tranças.
Adornada de flores e crianças,
Assim, inerte; não mais germinas.
O mais triste de todo este drama,
Não é a “agourenta” que te chama,
É o amor não poder fazer nada.
Lembro-me que ontem tu pediste
Uma canção... E só após dormiste...
Oh, filha! Devia ser eu ai deitada.
(Misael Nóbrega)