
O físico, meteorologista e Mestre em Meteorologia Rodrigo Cézar Limeira realizou um novo estudo, agora para definir os índices pluviométricos para o semiárido paraibano em 2016. “O cenário piorou nos últimos 10 dias, o fenômeno El Niño se tornou ainda mais forte, as anomalias de TSM (Temperatura da Superfície do Mar) no Oceano Pacífico Central se intensificaram da última analise que fiz para cá diz o estudioso.
Rodrigo refere-se ao fato do aquecimento do Pacífico Central estar agora atingindo valores de mais de 5°C, mostrando a força do atual episódio do fenômeno El Niño, muito parecido como já reforçou, com o El Niño mais forte de todos os tempos, o de 1998.
Oceano Atlântico Sul apresenta sinais de aquecimento anormal, fato que é desfavorável para a estação chuvosa do semiárido em 2016
Conforme já frisou o físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira, além de um El Niño muito intenso, há um outro problema para as chuvas no semiárido em 2016, o aquecimento abaixo do normal do Oceano Atlântico Sul, fato que deve se confirmar a partir do monitoramento que está realizando.
O quadro é considerado muito ruim, em se tratando de chuvas para 2016, com um El Niño ainda em fase de evolução, e que deve durar pelo menos até Abril, e um Atlântico Sul, na altura da costa da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, aquecendo abaixo do normal, e devendo seguir a mesma tendência dos últimos 04 anos. Deve-se esperar então chuvas variando entre 40% e 70% abaixo da média. Dentro do período de Janeiro a Junho de 2016.
Só lembrando, a estação chuvosa do setor norte do nordeste dura de Fevereiro a Maio, no entanto, a estimativa elaborada por Rodrigo, considera o período mais chuvoso do ano, que vai de Janeiro a Junho. Seguem a seguir os índices pluviométricos previstos pelo físico, meteorologista e mestre em Meteorologia, para as maiores cidades do semiárido do estado.
| Cidade | Precipitação média anual (mm) | Precipitação esperada (mm) |
| Patos | 700 | Entre 200 e 400 |
| Pombal | 730 | Entre 200 e 400 |
| Sousa | 800 | Entre 250 e 500 |
| Cajazeiras | 900 | Entre 300 e 550 |
Rodrigo Cézar Limeira – Portal Ciência em Foco