Na Região Nordeste, mais precisamente, no Polígono da Seca, que aglomera maior parte dos estados nordestinos, por haver uma predominância do clima semiárido, e outros fatores inerentes que contribuem para a seca nessa região, tais como: poucas precipitações pluviométricas, por longos períodos, poucas massas de ar: frias e úmidas que migram do sul para o nordeste, fenômenos naturais como EL niño, que aquece as aguas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacifico Equatorial, a situação atual já caminha para “estado de calamidade publica” por conta da seca que atinge várias cidades, nos diversos Estados do Nordeste. Aqui no sertão e em outras regiões da Paraíba, não é diferente. A seca tem castigado sem dó e piedade o nosso povo sertanejo. Porém, o Sertanejo por sua bravura e sua fé, não se rende e não se entrega, vai à luta e as orações, suplicando ao Senhor Deus, para que a chuva volte!
Para ilustrar a fé do povo sertanejo, fiz essa sextilha:
Eita, que seca danada!
Parece que o castigo chegou...
É o gado morrendo de sede
Não voa nem beija-flor
Só lamento se escuta
Num eco: ô... Meu Senhor...
O apelo é sonoro
Com reza e oração
O sertanejo implorando
Com clamor e devoção
Ao nosso Pai do Divino
Pela chuva no Sertão!
Já vi muito desespero
Só que agora é diferente
Além de tá morrendo o gado
Já começou a morrer gente
Suplicamos ao Pai eterno:
Sua clemência, urgente!
Eu sei que pecamos muito
E, que os castigos virão
Pois, além de infiéis,
Somos hipócrita e falastrão
Mas, se a chuva não cair:
Não restará um “cristão”!
Por isso apelo ao pai
Pela sua redenção
Mande água para os pobres
Sofredores do sertão
A estiagem mata os “bichos”
E matará nossos irmãos!
Imploro mais uma vez
Com uma convicção:
Que a solução do problema
Florará das suas Mãos!
Para a terra florejar
E, alegrar meu Sertão!
Patos, 19/11/2015
Anchieta Guerra