Antigamente, nas feiras populares (feira livre) a presença dos artistas populares, como: violeiros, cantadores de coco, mímicos, ilusionistas, malabaristas, contorcionistas e outros mais, era a atração a parte, que alegrava os presentes que vinham fazerem suas feiras; os turistas, que vinham descobrir alguma coisa diferente no meio daquela multidão; os próprios feirantes, que se empolgavam com aquela frenesi contagiante, para anunciarem seus produtos e tantos outros que buscavam seus meios de vida, naquele ambiente.
Dentre muitas cidades do interior, que tinham em suas feiras-livres, essa presença do artista popular, uma se destacou nas minhas lembranças: A feira de Campina Grande. Nela presenciei de “tudo! Lá, vi muitas vezes, Dede da Mulatinha e Columbita, cantando o “coco de embolada” e para homenageá-los, fiz essa pequena sextilha:
No coco da embolada
Eu vi o verso embolar
Embolando a poesia
Do poeta popular
É Dedé da Mulatinha
Fazendo o coco rolar!
Seu Dedé da Mulatinha
Poeta de improvisar
Cantava coco embolada
Embolando o seu rimar
Cantando com Columbita
O desejo popular!
Lá na feira de Campina
O coco enfeitava o dia
Trazendo no desafio
Os temas da poesia
Extraindo da embolada
O sonho da fantasia!
Uma dupla que rimava
Os versos com precisão
Versavam qualquer assunto
Até a peleja do cão
Encantando aos presentes
No coco da apelação!
A peleja se esquentava
Se acirrando a cada instante
Levando ao público presente
A uma frenesi constante
Marcando naquela feira
Aquele momento marcante!
São momentos que marcaram
A vida dos dois poetas
Que usaram a embolada:
Como fim e como meta
Deixando para o futuro
O retrato de uma época!
Patos, 16/11/2015
Anchieta Guerra